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Mostrando postagens com o rótulo Idiotia

Idiotia

Grau mais grave de atraso mental (ologofrenia), caracterizado por um quociente de inteligência inferior a 20 e uma idade mental que não ultrapassa os três anos. A pessoa que sofre de idiotia é incapaz de falar ou dispõe apenas de uma linguagem muito rudimentar, não podendo satisfazer necessidades mesmo muito elementares, e necessita de vigilância e assistência permanentes. Ver atraso mental. Sindroma de atraso mental profundo.

Ictiose

A ictiose é um dos distúrbios cutâneos hereditários mais comuns e caracteriza-se por pele seca e escamosa. É considerada uma doença dermatológica congénita causada por uma anomalia no processo de regeneração da pele, pelos e unhas. A palavra Ictiose deriva do grego  Ichtys , que significa peixe, numa comparação entre o aspecto da pele dos portadores desta doença e as escamas de um peixe. Actualmente não existe cura, apenas tratamento.

Icterícia

A icterícia é uma pigmentação amarelada da pele e do branco dos olhos (esclerótica), produzida por valores anormalmente elevados de pigmentos biliares (bilirrubina) no sangue. Os glóbulos vermelhos antigos ou com alterações são eliminados da circulação sanguínea, principalmente através do baço. Durante este processo, a hemoglobina (substância contida nos glóbulos vermelhos que transporta o oxigénio) transforma-se em bilirrubina. Esta chega ao fígado e é excretada para o intestino como um componente da bílis. Se a excreção da bilirrubina encontrar um obstáculo, o excesso desta volta ao sangue provocando icterícia. As altas concentrações de bilirrubina no sangue podem aparecer quando uma inflamação ou outras irregularidades das células hepáticas impedem a sua excreção para a bílis. Por outro lado, os canais biliares que se encontram fora do fígado podem ser obstruídos por um cálculo biliar ou por um tumor. Também, embora seja menos frequente, esta alta concentração de bilirrubina no san...

Hipertrofia gengival

Doentes submetidos a terapêutica que ocasiona crescimento gengival apresentam mais dificuldade na remoção da placa pelo que devem ser observados pelo médico, sendo da responsabilidade do farmacêutico identificar estes casos e recomendar a consulta médica. O aumento de volume das gengivas está descrito pela ação dos seguintes medicamentos com respetiva prevalência: fenitoína > ciclosporina > antagonistas dos canais do cálcio, particularmente nifedipina. Este aumento de volume dificulta a remoção da placa bacteriana predispondo para a gengivite. Os fármacos indutores de hipertrofia gengival apresenta-se a baixo: Ácido valpróico; Barbitúricos; Bloqueadores dos canais de cálcio dihidropiridínicos (nifedipina); Carbamazepina; Ciclosporina; Fenitoína. Prof. Doutora Maria Augusta Soares

Hipocondria

A hipocondria é uma perturbação psiquiátrica em que o indivíduo, embora saudável, está preocupado, tem medo ou está convencido, de forma angustiante e obsessiva, há mais de meio ano, que tem uma doença grave, tendo-se para tal baseado numa interpretação errada de sintomas físicos. Calcula-se que a prevalência da hipocondria nas consultas de clínica geral se situe entre os quatro e os nove por cento, sendo que pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente que o seu aparecimento ocorra no início da idade adulta. A evolução é geralmente crónica, com sintomas flutuantes, registando-se algumas vezes remissão completa. Não existe tratamento farmacológico específico para esta situação, embora o recurso a psico-fármacos, aliado a apoio psicológico, possa ajudar ultrapassar esta perturbação.

Hipoglicemia

Designa o baixo nível de glicose no sangue. As causas podem ser variadas (consumo de álcool, jejum, alimentação insuficiente, esforço físico, consumo de medicamentos, etc.) e surgir em qualquer idade e indivíduo. No entanto, as formas mais comuns, moderada ou severa, ocorrem como uma complicação no tratamento da diabetes  mellitus  com insulina ou medicamentos orais. Embora a hipoglicemia possa causar uma variedade de sintomas, o problema principal decorre do fornecimento inadequado de glicose como combustível ao cérebro, com prejuízo resultante nas suas funções. Os desajustes nas funções cerebrais podem ser desde um vago mal-estar até ao coma e, mais raramente, a morte.

Hirsutismo

O hirsutismo é o crescimento excessivo de pêlo em zonas onde as mulheres habitualmente não o têm, já que o pêlo nestas zonas depende dos androgénios (hormonas masculinas), determinado por um conjunto de factores, normalmente de natureza endócrina ou tumoral que obrigam a uma abordagem médica. Estas zonas são o lábio superior, a zona das patilhas, o queixo, o pescoço, as auréolas mamárias, o tórax, a área em volta do umbigo, as virilhas, as coxas ou as costas. Pode manifestar-se como queixa isolada, ou como parte de um quadro clínico mais complicado. É possível melhorar o hirsutismo leve com simples alterações do estilo de vida. Uma alimentação saudável, a prática de exercício físico diário e a perda de peso de forma controlada (nas mulheres com excesso de peso) podem melhorar o hirsutismo. Nos casos mais agudos, é aconselhável recorrer a tratamentos com medicamentos, sempre sob controlo médico, que podem ser complementados com tratamentos cosméticos. O hirsutismo não deve ser confundi...

Doença de Hodgkin

A doença de Hodgkin, ou linfoma de Hodgkin, pertence a um grupo de neoplasias denominadas linfomas (termo genérico para designar os carcinomas que se desenvolvem no sistema linfático). Na doença de Hodgkin, as células do sistema linfático tornam-se anómalas e começam a dividir-se e a crescer a um ritmo demasiado rápido e de forma descontrolada e desordenada. Dado que o tecido linfático está presente em diversas regiões do organismo, a doença de Hodgkin pode ter origem em praticamente qualquer parte. Esta doença pode ocorrer num único nódulo linfático, num grupo de nódulos linfáticos ou ainda noutras partes do sistema linfático, como a medula óssea ou o baço. Este tipo de cancro quando se dissemina, fá-lo de forma relativamente ordenada: de um grupo de nódulos linfáticos para outro. Por exemplo, se a doença de Hodgkin surgir em nódulos linfáticos do pescoço alastra primeiro para os nódulos situados acima das clavículas e só depois para os nódulos linfáticos debaixo dos braços e no tóra...

Prevenção do HPV

Temos hoje ao dispor, fazendo parte do Plano Nacional de Vacinação, vacinas para o HPV, que devem ser aplicadas antes do início da atividade sexual. As mulheres, com história pessoal passada ou atual de condilomas acuminados, devem receber igualmente a vacina, pois esta poderá protegê-las contra os outros subtipos de HPV. O preservativo diminui a possibilidade de transmissão do HPV durante a relação sexual, embora não a evite completamente. A observação dos parceiros sexuais permite diagnosticar e tratar as lesões de condiloma, quando visíveis. Nas mulheres, recomenda-se o exame ginecológico anual com citologia do colo. Geralmente é impossível saber quando a infeção HPV começou. Muitas vezes a infeção é transitória. Só um pequeno número de mulheres com infeção HPV está em risco de ter alterações na citologia do colo (papanicolau) ou de vir a ter cancro do colo do útero. Só é possível tratar o HPV quando existem verrugas. O tratamento baseia-se na destruição das lesões. O pr...

Como se transmite o HPV?

O HPV é transmitido, na maioria dos casos, por contacto direto com a pele infetada, durante as relações sexuais. Após a transmissão do vírus este fica nas camadas mais superficiais da pele e mucosas e aí permanece sem se multiplicar durante meses ou anos, não provocando qualquer lesão -infeção latente. Quando o vírus se multiplica provoca o aparecimento das lesões-infeção clínica. Eventualmente uma criança pode contagiar-se durante o parto se a mãe tiver a infeção.

Como se transmite o HPV?

O HPV é transmitido, na maioria dos casos, por contacto direto com a pele infetada, durante as relações sexuais. Após a transmissão do vírus este fica nas camadas mais superficiais da pele e mucosas e aí permanece sem se multiplicar durante meses ou anos, não provocando qualquer lesão -infeção latente. Quando o vírus se multiplica provoca o aparecimento das lesões-infeção clínica. Eventualmente uma criança pode contagiar-se durante o parto se a mãe tiver a infeção.

Gravidez e infeção pelo HPV

Nas grávidas com infeção HPV as lesões de condiloma são mais frequentes. As alterações do estado imunitário, que ocorrem normalmente durante a gravidez, fazem com que o vírus passe da fase latente para uma fase de multiplicação mais rápida, provocando o aparecimento ou o aumento de dimensões dos condilomas. No entanto, muitas vezes desaparecem depois do parto. O tratamento está indicado para prevenir a transmissão da infeção ao recém-nascido, durante o parto. A existência de condilomas nas grávidas não é, só por si, indicação para cesariana.

Como se diagnostica o HPV?

O diagnóstico dos condilomas acuminados ou verrugas genitais baseia-se na observação das lesões. Não depende da realização de qualquer análise ou exame. Nas mulheres, a infeção do colo do útero pelo HPV é detetada através de um exame especial, vulgarmente designado “Teste de Papanicolau”ou Citologia. Todas as mulheres devem ser observadas pelo menos 1 ou 2 vezes por ano, numa Consulta de Planeamento Familiar ou de Ginecologia, decidindo o médico quando deve fazer a citologia.

Como se manifesta o HPV?

O condiloma acuminado ou verruga ano-genital é a lesão causada pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV). Manifesta-se por pequenas formações em crista de galo, que crescem e confluem originando pequenas “amoras” ou massas de maiores dimensões, com aspeto de couve-flor. Localizam-se na área genital ou perianal, em ambos sexos.

Como se trata a infeção pelo HPV?

Não se conhecem ainda medicamentos (antivíricos) capazes de eliminar o HPV do nosso organismo. O tratamento consiste na destruição dos condilomas, quando presentes, através de vários métodos. O tipo de tratamento a efetuar será escolhido pelo médico, de acordo com as condições particulares de cada doente, o número, dimensões e localização das lesões. Pode ser necessário associar mais de uma forma de tratamento. A destruição das lesões pode ser feita recorrendo a substâncias químicas ou métodos físicos - podofilino, ácido tricloroacético, crioterapia (pelo frio), eletrocoagulação, laser ou cirurgia clássica. No nosso país está atualmente comercializado um creme de aplicação local pelo próprio doente (Imiquimod). Mesmo com o tratamento adequado, as lesões podem voltar a manifestar-se (recidivas). Isto sucede em cerca de 60 a 80% dos casos. Os condilomas podem, também, desaparecer espontaneamente, e reaparecer meses ou anos mais tarde, mesmo sem haver novo contágio.

HPV - Vírus do Papiloma Humano

O que é o HPV? O HPV (Vírus do Papiloma Humano) é um vírus capaz de infetar a pele e algumas mucosas, podendo originar o aparecimento de lesões - verrugas. Quando se localizam nos órgãos genitais, chamam-se condilomas acuminados ou verrugas genitais. Atualmente a infeção HPV é a infeção de transmissão sexual mais frequente. Calcula-se que 10-20% da população sexualmente ativa possa ser portadora do HPV, mas apenas 1% tem condilomas. Sabe-se que a maioria das infeções pelo HPV são transitórias (curam por si). Conhecem-se mais de cem subtipos diferentes do vírus. Cada subtipo localiza-se numa área diferente do nosso corpo onde podem provocar lesões: uns fixam-se nas mãos, outros nos pés, outros nos genitais. O diagnóstico desta infeção tem especial importância na mulher, devido à possibilidade de associação do HPV a doença maligna do colo do útero. Esta infeção está também associada ao cancro anal em ambos os sexos.

Prevenção do HPV

Temos hoje ao dispor, fazendo parte do Plano Nacional de Vacinação, vacinas para o HPV, que devem ser aplicadas antes do início da atividade sexual. As mulheres, com história pessoal passada ou atual de condilomas acuminados, devem receber igualmente a vacina, pois esta poderá protegê-las contra os outros subtipos de HPV. O preservativo diminui a possibilidade de transmissão do HPV durante a relação sexual, embora não a evite completamente. A observação dos parceiros sexuais permite diagnosticar e tratar as lesões de condiloma, quando visíveis. Nas mulheres, recomenda-se o exame ginecológico anual com citologia do colo. Geralmente é impossível saber quando a infeção HPV começou. Muitas vezes a infeção é transitória. Só um pequeno número de mulheres com infeção HPV está em risco de ter alterações na citologia do colo (papanicolau) ou de vir a ter cancro do colo do útero. Só é possível tratar o HPV quando existem verrugas. O tratamento baseia-se na destruição das lesões. O pr...