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Epilepsia

A epilepsia é provocada por uma mutação transitória no mecanismo cerebral, durante a qual os neurónios apresentam, em alguns momentos, uma performance considerada anormal. Este quadro só é assim definido se não for desencadeado por febres altas, uso de drogas ou perturbações do metabolismo humano.
O diagnóstico desta doença é realizado através do electroencefalograma e da tomografia axial computorizada (TAC).
Os traços não correctos emitidos pelos neurónios podem limitar-se a uma única fracção do cérebro ou disseminarem-se por toda a região cerebral. No primeiro caso, o ataque crítico é apenas parcial. Quando, porém, as duas metades do cérebro são atingidas, a crise é considerada generalizada. Daí a explicação que alguns doentes apresentem sinais mais ou menos explícitos desta doença. No entanto, independentemente da extensão do surto, a seriedade do distúrbio é igualmente significativa.
Constam como causas da epilepsia todos os elementos que perturbem o mecanismo tradicional do funcionamento neurológico, incluindo várias doenças, lesão do cérebro e crescimento cerebral anómalo. Também integram esta lista as irregularidades no fluxo eléctrico do cérebro, as perturbações dos neurotransmissores ou uma mistura de ambos.
Após o diagnóstico da doença é fundamental que o epiléptico inicie o mais rapidamente possível o seu tratamento. Os fármacos utilizados para a epilepsia têm-se revelado muito eficientes e com efeitos colaterais cada vez mais reduzidos.
Algumas pessoas, mesmo sem o uso de medicamentos, conseguem passar anos sem apresentar ataques, o que é normalmente considerado pelos médicos como um quadro de cura. Independente disso, vários epilépticos vivenciam uma rotina normal, produzem como os outros e, às vezes, até ultrapassam os seus colegas em termos de performance profissional.
Fonte: 
ISPED – Ana Luísa Santana

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